Status: esperando pelo the big one
Parece que o prato mais apreciado pela ansiedade é a calma
Ela se veste da melhor roupa porque sabe que a outra nunca tarda em sofrer de inanição
E nesse momento, como os felinos, ela ataca como brinca
Mata por necessidade e satisfação
O esconderijo me parece protocolar; parte desse losing game
Tanto que já cogito cartazes, cornetas e bumbos anunciando refeição barata, sem luta, sem apego
terça-feira, 9 de junho de 2015
domingo, 30 de novembro de 2014
Desafio o tirano que tem a chave da casa das máquinas
A ser maior do que o meu ímpeto de me converter em força criativa
Convoco todas as legiões a brandir espadas pela causa primeira
Que arda em chamas o meu espírito desnudo!
Carbonize a podridão que mascara a simplicidade
Faça jorrar das pedras o rio que só responde a si
Entalha o mundo em respeito aos seus nervos
Há de se contemplar com olhos de menino o imponderável
Convidar para a dança a menina que costurou o seu vestido
Encher os pulmões como quem descobre que respira
Tatear a humanidade na eternidade de primeiras vezes
A ser maior do que o meu ímpeto de me converter em força criativa
Convoco todas as legiões a brandir espadas pela causa primeira
Que arda em chamas o meu espírito desnudo!
Carbonize a podridão que mascara a simplicidade
Faça jorrar das pedras o rio que só responde a si
Entalha o mundo em respeito aos seus nervos
Há de se contemplar com olhos de menino o imponderável
Convidar para a dança a menina que costurou o seu vestido
Encher os pulmões como quem descobre que respira
Tatear a humanidade na eternidade de primeiras vezes
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
A bifurcação do sim e do não
Aqueles verdes olhos cerrados despejavam verdades
imundas em bocas sensatas
Escarravam desejos em poças espasmódicas
Escorriam por ladeiras de endorfina, procurando a marca
que eterniza, na boca, o inevitável
É quando o ouvido escuta o corpo metabolizando
a dormência dos olhos em prol da pele, do gosto...
Daquele cheiro com data e hora!
Medimos em palmos nossa vontade refletida
Descobrimos o marco zero da união dos nossos corpos
...
Mas, por dedução!
Pois, redundamos no momento precendente à nossa
coragem
imundas em bocas sensatas
Escarravam desejos em poças espasmódicas
Escorriam por ladeiras de endorfina, procurando a marca
que eterniza, na boca, o inevitável
É quando o ouvido escuta o corpo metabolizando
a dormência dos olhos em prol da pele, do gosto...
Daquele cheiro com data e hora!
Medimos em palmos nossa vontade refletida
Descobrimos o marco zero da união dos nossos corpos
...
Mas, por dedução!
Pois, redundamos no momento precendente à nossa
coragem
terça-feira, 15 de outubro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Licença para (eu) mudar
Tolo de quem não inventariar as suas funções
Terão seus feitos postos à prova e pilhadas suas riquezas
Usurparão o sorriso da boca
Convencerão seus filhos de sua indígna paternidade
Diluirão as juras em baldes de água fria
Anunciarão o equívoco
Culparão o frescor da juventude para negar a adversidade,
e chamar de bastarda a palavra
Terão seus feitos postos à prova e pilhadas suas riquezas
Usurparão o sorriso da boca
Convencerão seus filhos de sua indígna paternidade
Diluirão as juras em baldes de água fria
Anunciarão o equívoco
Culparão o frescor da juventude para negar a adversidade,
e chamar de bastarda a palavra
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Da luz ao longe descoberta
Costumava subir montanhas e olhar remoto
Nuvens multiformes em tons de cinza
Frestas tímidas eram molduras de sonhos
Procurava o brilho que cortasse a névoa
Luzia verde ao longe o seu destino
Quis saltar ao abismo e tatear o vento
Escorreu pela terra até a sua base
Correu com mãos, pés e asas
Sentiu sereno a sede e a água
Semeou regozijo nas pegadas
Deleitou-se na presença dela
Nuvens multiformes em tons de cinza
Frestas tímidas eram molduras de sonhos
Procurava o brilho que cortasse a névoa
Luzia verde ao longe o seu destino
Quis saltar ao abismo e tatear o vento
Escorreu pela terra até a sua base
Correu com mãos, pés e asas
Sentiu sereno a sede e a água
Semeou regozijo nas pegadas
Deleitou-se na presença dela
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Balada do homem cordial
Estará sob minha vontade, a serviço dos meus abraços, regozijante
Sob pena de deitar nas sombras, coisa alguma se levantará
Se o fizer, será por baixeza estúpida e cristalina
Uma vez que nada é aleatoriamente meu, mas por graça e bondade
O que muda, senão pelo meu sorriso concessor?
Vinde a mim para ser nobre, se fazer grande
Brilhar como jamais o fez
Sentir a verdadeira força latente da plena experiência
Não nos desperdicemos mais
Bebamos das nossas presenças à embriaguez
Sejamos a cinética dos desejos
Alimente só, e somente só, os meus dedos
Sob pena de deitar nas sombras, coisa alguma se levantará
Se o fizer, será por baixeza estúpida e cristalina
Uma vez que nada é aleatoriamente meu, mas por graça e bondade
O que muda, senão pelo meu sorriso concessor?
Vinde a mim para ser nobre, se fazer grande
Brilhar como jamais o fez
Sentir a verdadeira força latente da plena experiência
Não nos desperdicemos mais
Bebamos das nossas presenças à embriaguez
Sejamos a cinética dos desejos
Alimente só, e somente só, os meus dedos
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Na comida, faltava o gosto da lâmina
Da taça de vinho, faltava o vidro
Faltava aquela lasca pontiaguda,
que se evita em dias de céu claro,
de qualquer coisa que atravessasse o olho
Faltava o gosto!
Faltava o gosto arrogante de quem transformou tudo,
absolutamente tudo, em experiência sensorial
O garfo só levou um punhado de comida
O copo só amparou a bebida espumada
A Lâmina só rasgou a carne do ruminante
Como de costume, ele preferiu a anestésica covardia
Da taça de vinho, faltava o vidro
Faltava aquela lasca pontiaguda,
que se evita em dias de céu claro,
de qualquer coisa que atravessasse o olho
Faltava o gosto!
Faltava o gosto arrogante de quem transformou tudo,
absolutamente tudo, em experiência sensorial
O garfo só levou um punhado de comida
O copo só amparou a bebida espumada
A Lâmina só rasgou a carne do ruminante
Como de costume, ele preferiu a anestésica covardia
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